Herpes: o que é tipos sintomas e tratamentos

O Herpes é caracterizado como uma doença contagiosa, causada pelos vírus Simplex 1 (HSV1) e 2 (HSV2). Pelas estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), há mais de 3,7 bilhões de pessoas com menos de 50 anos que é infectada pelo vírus do herpes simples que é o tipo 1. Em números gerais são 67% da população mundial infectada com este vírus o que o torna uma pandemia mundial.

No Brasil os números seguem a estimativa mundial, com a maioria da população contagiada por estado doença, porém com o vírus adormecido sem apresentar os sintomas clássicos como as feridas nos lábios ou nas partes genitais.

Mas quando o vírus se manifesta, ele pode resultar em diferentes tipos de doenças, atingindo partes do corpo. Para te ajudar a entender melhor os sintomas de herpes labial e o tratamento de cada tipo de herpes, vamos separar as doenças.

Herpes tipo 1

O herpes tipo 1 é causado pelo vírus HSV1 e pode ser considerada como o tipo mais comum. A doença é caracterizada pelas lesões orais que atingem a mucosa da boca ou o entorno dos lábios. Os sintomas desse tipo da doença são dores na região, vermelhidão e o aparecimento de bolhas.

É preciso ficar atento quanto este tipo de doença, pois é quando os sintomas estão surgindo que o herpes pode ser transmitido. E isso acontece com o beijo, compartilhando talheres, batons e etc..

É preciso ficar muito atento com este tipo de herpes, mesmo sendo a forma mais simples da doença, ela pode ser transmitida mesmo fora das crises. Isso significa que quem tem a herpes labial deve ficar em alerta, pois as secreções orais podem conter o vírus e fazer a doença se espalhar.

Quando as bolhas surgem é preciso tomar muito cuidado em hidratar e proteger a região do sol, por isso o uso de hidratantes e protetores solar são indicados pelos médicos para ajudar no tratamento.

E por falar em tratamento, para a herpes tipo 1 o tratamento é feito através de pomadas de uso tópico, mas alguns casos podem exigir a prescrição de medicamentos antivirais.

Herpes tipo 2

O herpes tipo 2 é causado pelo vírus HSV2, o responsável pelas lesões nas regiões genitais. Os sintomas dessa doença são bolhas ou úlceras na região íntima e muita coceira.

A doença é transmitida através do contato oral-genital e é considerada como uma das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). O uso de preservativos previne este tipo de herpes.

No começo inicial da doença é possível que a virilha fique com nódulos linfáticos. Febre também é um dos principais sintomas que surgem na fase inicial da infecção.

As feridas, além da coceira, fazem com que o paciente sinta a sensação de formigamento ou queimação na região, gerando muito desconforto. Por falar em desconforto na região íntima, a herpes genital causa dores durante a relação sexual e ardor para urinar.

O tratamento do herpes tipo 2 é feito por remédios antivirais que irão acelerar o processo de cura das feridas e, assim, também reduzir os riscos de transmissão para outras pessoas.

O tratamento do primeiro episódio do herpes genital tem duração de 7 a 10 dias apenas com medicamentos de uso oral. Caso não haja melhora nos sintomas, o tratamento se estende por mais 7 dias.

Nas demais ocorrências, o tratamento é indicado por apenas 5 dias. Mas se o surgimento das feridas começar a serem frequentes, passando de mais de 6 casos por ano, será necessário iniciar um tratamento mais forte com a terapia supressiva, isso é, uso diário de antiviral.

Herpes Zóster tratamento caseiro

O terceiro tipo de herpes não tem os vírus 1 (HSV1) e 2 (HSV2) como causa, mas sim uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela-zóster, que o vírus causador da catapora.

A doença surge em pessoas que tiveram catapora e ficaram com o vírus adormecido nos gânglios do corpo. Quando a doença se desenvolve, ela apresenta bolhas na pele e uma dor intensa.

Ao contrário do herpes tipo 1 que dá na região dos lábios e a tipo 2 que acomete a região íntima, a herpes zóster pode acometer qualquer região do corpo, sendo mais comum no tronco e no rosto.

É preciso identificar rápido a doença, pois ela pode provocar a incapacidade física do membro acometido. E atenção: o vírus varicela-zóster pode ser transmitido para quem não está imune.

Dito isto, podemos afirmar que pessoas que foram vacinadas contra a catapora têm chances menores de ter a doença, além de ter as chances reduzidas de dores crônicas ou de apresentar a neuralgia pós-herpética (NPH).

Ou seja, tomar a vacina reduz as chances de ter a doença ou de ser infectado na forma mais agressiva do herpes zóster, uma doença que pode deixar inúmeras sequelas, mesmo que não represente risco de morte.

Pessoas com mais de 60 anos ou aquelas com o sistema imunológico debilitado precisam ficar atentas, pois é na queda da imunidade que o vírus pode “acordar” e desenvolver a doença.

Fique atento aos sintomas: o herpes zóster por surgir em qualquer parte do corpo, apresentando bolhas com muita dor e coceira.

Antes que as erupções aconteçam, o paciente sente dores, sensação de queimação ou formigamento nos nervos, calafrios ou até distúrbio gastrointestinal que podem ser dores no estômago e diarreia. Na fase crônica, os sintomas são sensibilidade extrema, dor persistente, queimação ou pontadas nas áreas onde tem bolhas.

Ao procurar o médico apresente a eles todos os sintomas que teve e desde quando começou a sentir. Auxiliar com informações precisas pode agilizar o diagnóstico da doença.

Feito isso, é possível iniciar o tratamento para reduzir a duração da doença e evitar complicações. Não há cura para o herpes zóster, mas é possível medicar com antivirais e medicamentos para dor para aliviar as erupções e prevenir a pele de lesões secundárias.

O tratamento deve fazer efeito em algumas semanas, mas se as dores persistirem após 30 dias do desaparecimento das bolhas, pode ser que você tenha chegado no estágio de neuralgia pós-herpética, que é a complicação mais comum do herpes zóster e nesses casos novos medicamentos serão receitados.

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